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Dom e Prática


O grande mito que a dupla de criação tem que ser 24 horas extremamente criativas foi gerado graças a sua imensa genialidade e trabalho em equipe. O que todos pensam é que se nasce com esse dom. Não que seja uma falsa afirmação, porém, não devemos dar todo o crédito a esse fato.

Ao analisar todo o processo criativo, vemos que são vários os fatores que possibilitam um resultado gratificante. Desde o primeiro contato com o cliente até a peça final, pequenas ações em conjunto dão forma ao desenvolvimento de todo o trabalho. Textos, fotos, idéias, ilustrações, bordões (os famosos signos) ajudam a dupla de criação em seu trabalho, além de toda a sua carga de conhecimento cultural, social e próprias experiências vividas que lá na frente no processo criativo vão os ajudar a identificar quais a tendências, preferências e o comportamento adotado pelo publico.

Cada fato gera uma nova possibilidade. Quando é traçado um público alvo uma grande analise é feita e com isso alguns questionamentos: como vivem? do que gostam? o que fazem? O que usam? Etc... Essas perguntas são feitas para traçar estratégias que de forma efetiva possa atingir o alvo de forma impactante, daí entra em ação a dupla de criação e suas milagrosas técnicas que são adquiridas ao longo do tempo com muita prática. A combinação coerente tecida entre os elementos (textos, fotos etc...) dão ao receptor uma mensagem clara e fácil de ser decodificada. Assim, todo o trabalho e processo de criação podem obter uma resposta adequada, rápida e positiva.

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Aula do Dia 08/08/2012 - A Carta

Aula do dia 08/08/2012 - Redação Publicitária I
Objetivo: Pegar uma parte da carta e transcrever usado a linguagem de hoje.

Essa é a minha adaptação do texto que se refere a Carta de Pero Vaz de Caminha enviada a D. Emanuel Rei de Portugal.

Obs: Leia imaginando um sotaque nordestino bem arrastado (João Grilo - Auto da Compadecida)


A Carta

...
Olhe meu Rei, embora a preguiça me domine e esse sol escaldante frite meus miolos, ao analisar, dá pra ver que essa terra é grande à beça. De norte a sul tem tanta terra... mas tanta terra que to bestializado. A orla é imensa, com grandes costas e paredões, alguns avermelhados e outros brancos como os dentes de Vossa Alteza a Rainha. Os terrenos bem planos com muitas árvores que nunca havia visto em minha insignificante vida. São muitas praias, com ondas, sem ondas, com pedras, sem pedras todas muito bonitas, sendo essa vista pelo mar de cima de nossas caravelas.

Olhando por terra meu Rei, ao olhar pra frente nunca vi tanta água na vida, não sei como tanta gente reclama que não tem água. Ao me virar não consigo visualizar nada além de terra, árvores, pássaros e o céu que é tão azul que parece ter sido pintado por grandes artistas europeus.

Mas nem tudo são flores Vossa Alteza. Aqui não encontramos ouro e nem prata, na verdade acho que metal nenhum encontramos. Porém nem tudo é de tão ruim assim, o clima daqui agora se parece por demais com o de nossas terras.

Dentro dessas terras, as águas cristalinas são abundantes, e ao seu redor a diversidade de plantas e animais é impressionante. Podemos até beber e tomar banho com essas águas de tão puras que são.
Mas desde já adianto meu Rei, o maior beneficio que podemos trazer pra essa terra é fazer esse povo enxergar que é uma enorme falta de educação andar nu por ai com as coisas balançando ao vento, e também desenvolver uma civilização com uma única fala, porque não tem um dialogo que se preze e perdure quando tentamos nos comunicar com eles.

Meu Rei me permita à ousadia, mas, se Vossa Alteza se interessar por essas terras grandes coisas acontecerão em seu beneficio. Além de ser mais um porto em seu nome Óh Grande Rei. Imagine as grandes embarcações passando e deslumbrando “Porto de D. Emanuel, Rei de Portugal”. Isso será uma grande glória para seu nome Majestade. E também como é de Vosso desejo, perpetuemos a nossa fé.

Majestade desculpe-me pelo alongamento nos detalhes, são tantas coisas que vi e tive que relatar para que Vossa Alteza não perdesse nenhum detalhe que essa bendita carta virou quase um livro. E tenho certeza que devido à tamanha importância dos fatos será lembrada por décadas. 

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Existe uma forma adequada de se utilizar a linguagem?!

No decorrer dos anos a mídia (em alguns casos) se afasta completamente de do uso correto e coerente da linguagem para atingir de forma direta seu publico alvo. Isso tem causado grandes debates sobre o uso indevido da língua portuguesa e o seu desgaste.

Tomando como exemplo as peças de publicidade que encontramos nas ruas na forma impressa ou digital, vemos que o uso “indevido” pode se tratar de um vício ou uma técnica para alcançar um determinado publico. Com os vícios de linguagem, ditos populares ou gírias que são geradas no cotidiano social, a publicidade se adéqua de tais usos para tornar mais fácil a decodificação da mensagem e consecutivamente uma resposta rápida.

Daí surge à preocupação com a degradação da língua portuguesa. Grandes estudiosos alegam que o mau uso das mídias causam confusões e possíveis danos a pratica correta da língua falada e escrita.

Grandes exemplos são as peças publicitárias impressas encontradas nas ruas, as propagandas na Tv apresentadas por apresentadores que carregam um vocabulário cheio de gírias e vícios linguísticos, dando sua personificação a propaganda e atingindo o publico alvo de forma mais eficaz. Empresas de telemarketing que não possuem um treinamento adequado, tornando o seu atendimento monótono, mecânico e carregado de “gerundismo” e outros vícios.

Da mesma forma que adaptamos a linguagem usando vícios e outras técnicas que dão resultado, vemos que o bom uso da linguagem também é bastante requisitado. Com o advento da internet, a linguagem escrita torna-se fundamental para a boa imagem de uma empresa. A internet nunca esquece. Tudo o que é dito (escrito) on-line há de se perpetuar enquanto houver espaços de memória digital alimentados. Um bom uso da linguagem torna a empresa ou campanha dependendo do publico alvo mais receptível, mais séria, dando a empresa maiores valores, credibilidades e chances de adentrar no mercado ao se comunicar de forma coerente e coesa.

A meu ver, não há uma regra ou caminho exato para utilizar a linguagem. Tudo parte de um jogo de interesses, onde nos adaptamos ao ambiente e passamos a adotar o vocábulo local para podermos passar a mensagem e não haver ruídos na decodificação.

São vários os casos de adaptação do uso da linguagem para atingir um objetivo e também vários os debates sobre esse assunto. Mas o que não paramos para analisar é a educação fragilizada que existe nesse País, onde as metodologias e outras formas de ensino são massacrantes, o que torna o ensino obrigatório e não prazeroso, causando repúdio de muitos.

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Retrovisor

Pelo retrovisor enxergamos tudo ao contrário
Letras, lados, lestes
O relógio de pulso pula de uma mão para outra
E na verdade nada muda

O menino que me pediu R$0,10
É um homem de idade no meu retrovisor
A menina debruçando favores toda suja
É mãe de filhos que não conhece
Vende-os por açúcar, prendas de quermece

A placa do carro da frente
Se inverte quando passo por ele
E nesse tráfego acelero o que posso
Acho que não ultrapasso
E quando o faço nem noto

Outras flores e carros surgem no meu retrovisor
Retrovisor é passado, é de vem em quando do meu lado
Nunca é na frente
É o segundo mais tarde, próximo, seguinte
É o que passou e muitas vezes ninguém viu

Retrovisor nos mostra o que ficou
O que partiu, o que agora só ficou no pensamento
Retrovisor é mesmice em trânsito lento
Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi
Calçadas e avenidas
Deixa explícito que se for pra frente
Coisas ficarão pra trás
A gente só nunca sabe que coisas são essas

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